06 janeiro 2018

Sete Razões para Não Jogar na Loteria

Artigo escrito por John Piper
Fundador & Professor do desiringGod.org



Os americanos agora gastam mais de 70 bilhões de dólares por ano em loterias. Isso é mais do que os gastos combinados em livros, videogames, ingressos para eventos esportivos e filmes. As loterias são legais em 43 estados.

“Isso é mais de 230 dólares por cada homem, mulher e criança nesses estados - ou 300 dólares por cada adulto”, informa The Atlantic.

Concordo com o relatório de que isso é uma grande vergonha para a nossa nação. De tempo em tempo, as loterias Powerball ou Mega Millions aumentam os números exuberantemente para recebem atenção nos noticiários.

Eis aqui sete razões, entre outras, que tenho repetido enumeras vezes para argumentar que não devemos usar nosso dinheiro dessa maneira.

1. É suicídio espiritual.

“Aqueles que desejam ser ricos caem na em tentação, numa armadilha, em muitos desejos insensatos e prejudiciais que mergulham as pessoas na ruína e na destruição. . . . Alguns se afastaram da fé e se afundam em muitas dores” (1 Timóteo 6.9-10).

2. É uma espécie de fraude.

Os gerentes não jogam com o dinheiro do seu mestre. Tudo o que você tem pertence a Deus. Todas as coisas. Os agentes fundiciários não podem jogam com um fundo fundiciário. Eles não têm o direito. A parábola dos talentos diz que Jesus levará em conta a forma como lidamos com o dinheiro dEle. Eles foram e trabalharam (Mateus 25.16-17). É assim que buscamos nosso sustento (1 Coríntios 4.12; 1 Tessalonicenses 4.11; Efésios 4.28).

3. É uma atitude de tolo.

As chances de ganhar são aproximadamente 176 milhões em uma. Você usar seu dinheiro suado para compra uma chance. Essa chance é tão infinitamente pequena que o dólar está praticamente perdido. 175.999.999 de vezes. Os montantes menores pagos com mais frequência são como uma névoa para impedir que você veja o que está acontecendo.

4. O sistema baseia-se na necessidade da maioria das pessoas perder.

De acordo com o International Business Times, as loterias são “apenas outra forma de jogo (sem nenhum glamour e brilho de Las Vegas, é claro). A “casa” controla a ação, os jogadores vão perder”.

5. Vítimas da pobreza.

A loteria apoia e encoraja “ainda mais um vício corrosivo que se aproveita da ganância e dos sonhos desesperados daqueles que são vítimas da pobreza. . . . The Consumerist sugeriu que as pessoas pobres nos EUA - aqueles que ganham 13.000 dólares ou menos - gastam uma surpreendente porcentagem de 9% de sua renda em bilhetes de loteria. . . tornando este jogo “inofensivo” um “imposto profundamente regressivo” (ibid).
6. Existe uma alternativa melhor.

Uma pesquisa da Opinion Research Corporation para a Consumer Federation of America e a Financial Planning Association revelou que um quinto (21%) das pessoas pesquisadas achava que a loteria era uma maneira prática de acumular riqueza. Estamos ensinando as pessoas a serem tolas.
Se os 500 dólares por ano que em média todas as famílias americanas jogam fora na loteria fossem investidos num fundo financeiro por 20 anos, cada família teria 24.000 dólares. Talvez não. Mas, os impostos sobre esses ganhos não só apoiariam os serviços governamentais, mas também seriam baseados em hábitos sólidos e sustentáveis de uma vida financeira sadia.

7. Por causa do dinheiro rápido, o governo está minando a virtude sem a qual não pode sobreviver.

Um governo que gera dinheiro incentivando e explorando as fraquezas de seus cidadãos foge do mecanismo democrático de prestação de contas. Por mais importante, o jogo de apostas patrocinado pelo Estado prejudica a virtude cívica sobre a qual o governo democrática depende. (First Things, setembro de 1991, 12)

Então, se você ganhar, não dê seus ganhos na loteria ao nosso ministério. Cristo não constrói sua igreja nas costas dos pobres. Ore para que o povo de Cristo fique satisfeito com Ele e sejam libertados da ganância que nos faz desejar crescer.

Nota: John Piper foi auxiliado pelo Desiring God para reunir as estatísticas para este artigo. Tradução para português Márcio Martins.